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BACK TO THE 80's - Os Transformers brasileiros exclusivos da Estrela

Saudações Cybertroninianas...



No Brasil, a ex-gigante Estrela, empresa de brinquedos, lançou apenas os minicars, renomeados aqui de robocar + modelo (Robocar Volks, Robocar Camaro, etc). Mesmo assim, a coleção veio de forma incompleta. O Huffer, por exemplo, nunca pintou por aqui! Para compensar essa falta, enfiaram um personagem chamado Bumblejumper. O nome é resultado da mistura de Bumblebee e Cliffjumper, já que ele apresenta características de ambos os personagens. Ainda assim um tremendo tapa-buraco, já que esse personagem não existe na linha americana original. Muito menos na TV e quadrinhos. Além disso, cada personagem tinha uma opção de cor, o que resultou em 12 robôs. É o que se tinha na época.

 




Diferenças entre a cartela gringa e a nacional. A logo foi modificada para a América do Sul (A Argentina também usou essa versão). Até o símbolo Autobot foi retirado. O robô da esquerda (Huffer) foi o único minicar que não veio para o Brasil.

Pior do que não lançarem o restante da linha G1, porém, foi o fato de a Estrela praticar uma ação irritante (E por que não dizer, desonesta?). Tempos após o lançamento dos brinquedos, em vez de importar os outros personagens restantes, a empresa preferiu relançar todos os seis minicars repintados e divididos em facções imaginárias. Por aqui, Autobots viraram Optimus e Decepticons tornaram-se Malignus. Até os símbolos de ambos foram bem modificados e lembram muito vagamente as logos originais. Gears, Windcharge e Brawn se tornaram Malignus e tiveram repaints mais escuros, dando o tom vilanesco. E, mais uma vez, todos os seis ganharam uma outra opção de cor. Tudo isso era uma tentativa de se aproximar do sucesso da TV e, principalmente, dos quadrinhos, que usava os mesmos nomes (mas não as mesmas logos tupiniquins) das facções. Como existiam problemas de licenciamento, a Estrela preferiu criar a versão brasileira.


Por alguma razão inexplicával a Estrela criou sua própria versão dos logos representando Autobots e Decepticons


Uma observação interessante é que esses repaints da Estrela são peças raras, de certa forma, para colecionadores gringos. Ironicamente, viraram opções relativamente valiosas. Não é todo dia que se vê um Bumblebee prateado ou um Cliffjumper dourado. Por outro lado, a qualidade dos adesivos colados aos personagens brasileiros é considerada de baixa qualidade pelos americanos, pois elas descolam com o tempo. Não é de todo mentira.


Robocar Volks (Bumblebee), Robocar Carrera (Cliffjumper), Robocar Sedan (Bumblejumper), Robocar Pick-up (Gears), Robocar Jipe (Brawn), Robocar Camaro (Windcharger): foram os nomes pela Estrela ao invés de utilizar os originais entre parênteses. O quadro da esquerda era a primeira versão, cada um com duas opções de cores e o da direita foi a linha Optimus x Malignus também com duas opções


As mudanças e variações de cores não pararam por aí. A linha Jumpstarters, que contava apenas com dois autobots (Topspin e Twin Twist), foi rebatizada e lançada com o nome de Salt-Man. Topspin virou Salt-Man X (modelos branco + vermelho ou branco + verde escuto) e Twin Twist tornou-se Salt-Man Z (amarelo + preto ou laranja + azul marinho). Os Jumpstarter, aliás, eram uma linha curiosa. Não faziam parte da cronologia G1, mas, diferente de Bumblejumper, eram um produto oficial da Hasbro. Provavelmente, estes eram um dos brinquedos mais bem elaborados e inovadores da linha, pois, com o impulso em modo veículo, o personagem dava uma pirueta em movimento e caía (geralmente) em pé, no modo robô.


Topspin e Twin Twist: Jumpstarters / Salt-Man: Os brinquedos mais engenhosos de toda a linha G1


Falando de modificar logos, a Estrela tinha em suas cartelas uma logo de Transformers bem diferente da original, usada não só no Brasil, mas também na América do Sul. A logo Transformers foi condensada, quase virando símbolo de uma das facções robóticas. Esse redisign espalhou-se também para todas as publicações impressas.

Além do famigerado Bumblejumper, a Estrela lançou outros robôs exclusivos que levavam a marca Transformers mas que não faziam parte da linha original. Aliás, algumas dessas peças são raridades, valendo uma boa grana até para colecionadores estrangeiros, já que foram vendidos somente abaixo da linha do Equador. Os Eletrix e os Bat-Robôs.


Os Eletrix eram três modelos bem distintos: Porsche (lembrando o Jazz, só que preto), Jipe (azul) e Esporte (praticamente um Cliffjumper). Eles eram elétricos (duas pilhas AA) e funcionavam por um controle, ligado por um fio ao carrinho. A transformação era simples. Os carrinhos simplesmente levantavam e aparecia a imagem de robô, no fundo do carro. Nada muito elaborado. Apesar de semelhanças com os minicars, o brinquedo original era de uma empresa japonesa chamada Yonezwa. A Estrela fez a “gentileza” de incorporar à linha TF ao trazer para o Brasil.

 

Eletrix

Eu adorava o meu Eletrix. Tive o azul, o Eletrix Jipe, e eu me divertida muito fazendo ele virar robô e carro, apenas apertando os botões do controle remoto.

W. Alex.- Editor do Transformers Dioramas





Os Bat-Robôs funcionavam quase igual ao Eletrix. Levantavam e viravam robôs automaticamente. A diferença é que, além da ausência de controle remoto, a linha de carrinhos era acionada sofrendo uma pancada na frente deles (como sugeria o nome da linha). Ao pressionar um pino no para-choque algumas partes se “desmontavam” para virar o robô. No Eletrix, os carrinhos eram uma peça única, sem “desmontes”. Bat-Robôs vinham como modelo Turbo (azul claro ou vermelho) ou Pick-up (verde claro ou laranja). O original foi liberado para comercialização pela japonesa Tonka e a  linha se chamava Powertrons.




Eu me lembro muito bem do Bat-robô. Eu tinha a Pick Laranha. Era engraçado fazer virar robô batendo na parede e depois fazer voltar ao modo carro fechando os braços e voltado as rodas ao lugar normal.

W. Alex.- Editor do Transformers Dioramas


Opinião de quem brincou com ambos nos anos 1980: tanto Eletrix quanto Bat-Robôs empolgavam no início. O Eletrix um pouco mais, talvez pela “ostentação” de se ter um carrinho de controle remoto nos anos 1980, mesmo com o fio que limitava a distância do carrinho. No entanto, enjoavam rápido e não dava para brincar junto com a linha tradicional de carrinhos, pois eram muito grandes e não combinavam.


Será que nós esquecemos de algo? Lembrem aí nos comentários.

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