11 de jul de 2017

[TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO] - Crítica do Filme sob o olhar de um verdadeiro fã

Saudações Cybertronianas...


TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO tem tudo para se tornar um dos melhores filmes da franquia, perdendo apenas para Transformers (2007); e para os fãs mais exigentes, Transformers: O Filme (1986).



Mesmo possuindo alguns furos, TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO tenta corrigir algumas pontas soltas deixadas nos últimos longas-metragens e alinhar o Universo Cinematográfico Transformers a uma única cronologia, explicando "rápida e sutilmente" questões que ficaram abertas ao longo dos quatro filmes. No entanto, não espere que tudo seja resolvido de uma única vez neste filme.

Desta vez, tivemos personagens que começaram e iniciaram com a mesma personalidade, cada qual ganhando seu devido espaço e tempo em cena. O humor característico nos filmes da franquia permanecem, mas foram mais trabalhados, de modo que fazem mais sentido com a trama e com os personagens.

Embora um pouco extenso, TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO não é um filme cansativo de se assistir - Acredite! Eu assisti duas vezes no mesmo dia! - e a trama flui sem esforço para o embate final. A crítica está para as dezenas de spots divulgados ao longo dos meses, que revelaram bem mais do que deveriam e, devido a isto, acabaram entregando algumas surpresas.

Algo que chamou bastante atenção é que TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO trouxe de volta a "pegada militar" do primeiro filme (2007), principalmente com o retorno do Coronel Lennox, que teve uma atuação e envolvimento muito marcante. Os personagens humanos e seus vínculos com a história dos Transformers se mostraram bem mais envolventes, ao incorporar e mesclar mitologias humanas e cybertronianas, tendo ficado nítido que os roteiristas buscaram trazer neste longa-metragem diversas referências dos universos Transformers.

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO tem muitas explosões, mas muitas, muitas mesmo. Mas o que se esperar de um filme de robôs (gigantes) alienígenas dotados de capacidades bélicas inimagináveis??? Pelo menos dessa vez, foi dada mais atenção às transformações, tal qual no primeiro filme (2007).

Com duração de 2h29min, Michael Bay parece ter conseguido trazer o filme de volta a sua trama original, culminando num fechamento realmente interessante e intrigante.

2 comentários:

mota disse...

Muito boa a resenha, sincera e equilibrada, que venha o filme :)

Leonardo Maia disse...

Interessante a resenha, mas tenho que discordar! Sem querer ofender de qualquer forma, não gostei da experiência que tive com filme e saí do cinema extremamente decepcionado. Acredito que, embora o primeiro filme (2007) tenha sido bom/ok (com uma história simples trabalhada de modo até razoável), os demais foram progressivamente perdendo a qualidade, e esse conseguiu ser pior do que todos os outros. Cenas e sequências apressadas e desconexas, personagens sem aprofundamento ou verdadeira atuação na trama (SPOILER: Como a Isabela) e a ausência de uma narrativa coerente fizeram com que o filme parece exatamente uma história contada às pressas, como um eterno prólogo que nunca chega a um final satisfatório e termina de modo insuficiente. Tive a esperança de que o filme fosse cumprir sua promessa de costurar os furos e criar uma base sólida para a história, mas senti que isso não foi feito em momento algum.

SPOILERS: Não há explicação para o reaparecimento de Barricade ou o retorno de Megatron em sua nova forma (um dos poucos pontos positivos do filme, um visual magnífico), os cybertronianos novamente se tornam coadjuvantes, as cenas que tentam explicar a conexão de Cade e de Vivianne com os transformers e o passado são mais enrolação, piadas e diálogos sem sentido. Tudo caminho aos tropeços para um final "gigantesco" e vazio, apressado e sem sentido. Até mesmo a chegada de Optimus a Cybertron, sua transformação em Nemesis Prime e seu retorno à Terra parecem acontecer num piscar de olhos e não provocam impacto algum. Até seus discursos heroicos e cavaleirescos tornaram-se vazios, sem efeito e completamente previsíveis. Sinto como se a personalidade que o personagem apresentou na primeira trilogia fosse lavada e trocada por um amontoado de falas picotadas.

Fiquei infeliz com o filme, para resumir. Esperava muito mais e me senti decepcionado enquanto fã. Não estou buscando criar nenhum tipo de confusão, mas apenas demonstrar uma opinião contrária e relatar como foi minha experiência. Cada um deve ver e decidir de acordo com si próprio. Contudo, não recomendo o filme e acredito que Bay levou a franquia cinematográfica ao ápice de sua humilhação. Os outros filmes pelo menos possuíam uma ordem razoável de acontecimentos, esse não.

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